Minha história

Na infância, fui bem magra, com direito a pequenas “chantagens” da minha mãe para que eu comesse, fora as inúmeras vitaminas que eu tomava (Biotônico Fontoura batido com ovo de pata e leite condensado, por exemplo).

Comecei a engordar a partir dos 17 anos, quando parei de praticar atividade física (jazz, que eu amava), comecei a ingerir marmitex cheia de “conservantes” (no trabalho), tomar medicamentos fortes para acne…enfim, foi uma junção de fatores! A princípio, não me incomodei muito, já que era extremamente magra e fiquei até mais “bonitinha” (risos), mas com o decorrer do tempo, fui engordando cada vez mais, e sinceramente não sei dizer exatamente quando perdi o controle. Devido a problemas emocionais decorrentes da “vida adulta”, fui perdendo as “rédeas” da situação, e claro que o “efeito sanfona” se fez presente.

Na verdade, eu não como por fome física. Sou uma pessoa extremamente ansiosa (creio que a maioria que tem problemas com o peso é), e como quando estou triste, deprimida, feliz, para comemorar, enfim, tudo é desculpa para comer. Admiro pessoas que falam que não podem comer determinado alimento antes das refeições principais, pois não conseguirão comer direito depois. Eu não! Nada atrapalha a minha “vontade de comer”. Por isso a minha disciplina tem que ser maior ainda!

Sofro de hipertensão e um dos fatores que me fazem ter crises é o excesso de peso, por isso meu cardiologista me faz ficar atenta a isso. Além disso, seria hipócrita se dissesse que não sou vaidosa. Não acho bonito ser magra demais, não mesmo. Nunca quis ser como uma modelo, mas também não me aceito gorda. Acho super legal essas modelos plus size, que se aceitam, fazem trabalhos lindos e realmente são lindíssimas. Mas eu nem tenho rosto bonito (e não estou me lamentando), minha P.A. vai às alturas com 3 Kg a mais, fico ofegante e me sinto a pior das criaturas, portanto, no meu caso a cobrança não é da sociedade, é MINHA mesmo.

Não sei se pelas dietas hipocalóricas ou pela depressão moderada que eu tenho, mas acabei desenvolvendo um transtorno alimentar, a compulsão alimentar. Em crise, eu ataco tudo que vejo pela frente, alimentos que eu gosto ou não. Já estou tratando tanto a depressão, quanto a compulsão com uma psicóloga e um psiquiatra, e já evoluí bastante no tratamento.

Atualmente, tenho passado 6 meses magra, engordo e passo 6 meses emagrecendo. Está cada vez mais difícil perder peso! Engordo com uma facilidade imensa (e não é desculpa), mas para emagrecer, é literalmente um parto.

Por estar tanto tempo nesse processo de emagrecimento, aprendi muita coisa sobre alimentação e mudei muitos dos meus hábitos. Isso é prá sempre, e só trouxe benefícios para a minha saúde (saiba mais na página sobre alimentação).

Meu peso mínimo foram 52 Kg (adulta) e o peso máximo 81 Kg (deve ter sido mais, mas eu paro de me  pesar quando percebo que passei “dos limites”).

Já estive muitas vezes num peso que eu considero ideal prá mim, mas regredi e voltei a estaca zero. Me sinto fracassada por isso, mas ninguém pode dizer que não sou PERSISTENTE, pois nunca passou pela minha cabeça desistir de mim e da minha saúde.

Me acompanhe nessa luta!

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

“De fato, não fracassei ao tentar, cerca de 10.000 vezes, desenvolver um acumulador. Simplesmente, encontrei 10.000 maneiras que não funcionam…”

(Thomas A. Edison)

 

 

 

 

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