O que vocês acham?

Publicado: 29/03/2011 em Comportamento

Saiu hoje no jornal Folha de SP, no caderno Equilíbrio (que eu adoro), a matéria abaixo. Gostaria de saber a opinião de vocês à respeito…

orgulho gordo


Contra a tirania da magreza, mas sem apologia da obesidade, pessoas acima do peso lutam para ser respeitadas


Marisa Cauduro/Folhapress

A produtora de moda Renata Poskus Vaz, criadora da Fashion Week Plus Size

IARA BIDERMAN
DE SÃO PAULO

A vendedora nem diz bom dia e já avisa que naquela loja não tem roupa para o seu tamanho. Na seleção de emprego, o entrevistador diz que seu currículo é ótimo, mas que você não se encaixa no “perfil” da empresa.
Na escola, seu nome próprio foi substituído por “baleia assassina”, e parece que ninguém se importa com isso. Se as agressões verbais passam à ameaça física, não se esperam reações.
Até que, um belo dia, você revida. Foi o que fez o adolescente australiano Casey Heynes, o mais recente fenômeno da internet. O vídeo mostrando a tentativa de bullying e a inesperada reação do garoto tornou-se viral.
Heynes, 16, passou a vida escolar sendo humilhado por causa de seu peso. No último ataque, um garoto muito menor, cercado e estimulado por colegas, começou a socá-lo. Pela primeira vez, Heynes reagiu e, num golpe digno de videogame, levantou o agressor e o jogou no chão.
Ele se tornou um herói porque deu um basta à discriminação que a maioria dos gordos sofre calada. “Eu me senti vingado” foi o comentário mais postado pelo exército de fãs formado logo depois de o vídeo ser divulgado.
Se o tipo de reação de Heynes foi um caso isolado, as iniciativas para acabar com o preconceito contra os gordos não são. E não é exagero falar em preconceito -ou discriminar alguém por uma característica física é o quê?
“O Brasil tem tradição de preconceito velado. Com o gordo, justificam falando que estão preocupados com a saúde, mas “pera” lá: gordura não é sinônimo de doença”, dispara o educador Lucio Luiz, 32, da equipe do site Papo de Gordo (http://papodegordo.mtv.uol.com.br).
Para provar que dá para ser gordo e saudável ao mesmo tempo, a equipe do site promoveu, em janeiro, uma caminhada com comilança pelas ruas de São Paulo.

REDES SOCIAIS
É nas redes sociais que obesos, gorduchos e simpatizantes começam a se mobilizar para afirmar o orgulho gordo. Aviso: não é apologia da obesidade.
“Nos blogs, há muita coisa voltada para a autoestima, mas também tentamos mostrar que ser gordo não é sinal de ser relaxado ou doente”, diz Dionisio Sanabio, 38, militar e blogueiro.
Dionisio é da equipe do blog Gordinhas Maravilhosas (http://gmaravilhosas.blogspot.com). Foi ele que incentivou sua mulher, Gisele Oliveira, 37, a criar o blog. Ele conta que sempre foi “redondinho”, mas nunca teve problemas com isso, ao contrário de Gisele.
Para mulheres, a barra é mais pesada. Em uma enquete do Gordinhas Maravilhosas sobre quem sofria mais preconceito, 56% disseram ser a mulher, 5%, os homens, e 35%, os dois.
“O gordo que sai com uma mulher magra é “o cara”. Magro que sai com gordinha é otário”, ironiza a gerente de hotel Barbara Aguiar, 34.
Barbara, que conta estar 10 kg acima de seu peso normal por causa de um problema na tireoide, resolveu criar a campanha “beleza não tem tamanho” para ajudar mulheres acima do peso a se sentirem lindas e se vestirem com roupas legais.
Falar de moda é pisar no calo da mulher que está fora do padrão. Padrão de quem mesmo? Vez por outra alguém reclama do visual anoréxico das modelos, mas o ideal de magreza continua imperando.
“Quase metade da população está acima do peso, mas entra no shopping e não encontra roupas do seu tamanho”, diz a consultora de marketing e produtora de moda Renata Poskus Vaz.
Com 1,70m e 83 kg, Renata é a criadora do blog Mulherão (http://mulherao.wordpress.com) e do Fashion Weekend Plus Size.
Ela conta que o primeiro desfile, em 2010, não foi levado muito a sério. “Eram 40 modelos e 500 pessoas na plateia, mas não foi nenhum jornalista de moda. A cobertura foi mais com um olhar para o “evento bizarro”.”
Renata caprichou mais nos detalhes para os desfiles seguintes. No último, realizado em fevereiro, já se sentiu consagrada. Além de vários editores de moda na plateia, muitas de suas modelos GG foram chamadas para editoriais e campanhas.
Nos EUA, já existe um bom mercado para modelos tamanho grande. Claro, há muita consumidora usando roupa número 46 ou mais. Elas ainda não sensibilizaram alguns donos de grifes brasileiras. Uma história que circula tanto na rede de gordos quanto no mundo fashion é de um estilista que mandou diminuir a modelagem de suas roupas com o argumento: “Não quero minha etiqueta em bunda gorda”. Mas Renata alerta que há um boom de mulheres gordas querendo ser modelos, e a solução não é por aí.
Para a gerente de RH Milly Costa, 27, autoconfiança é bom, mas é preciso ir além.

ABAIXO-ASSINADO
Revoltada com a quantidade de mensagens ofensivas na rede, Milly criou um abaixo-assinado contra crimes virtuais e pelo direito de ser gordo (www.peticaopublica.com.br/?pi=gordo). Ela diz que está difícil conseguir assinaturas. “As pessoas não têm coragem de dar a cara, o nome e o RG. Parece que gordo não tem vontade de incomodar, nem para defender seus direitos.” A psicóloga Rafaela Zorzanelli, co-autora de “Corpo em Evidência – A ciência e a redefinição do humano”, lembra que muita gente nem imagina que o gordo tem seus direitos desrespeitados. “Hoje, há um braço dos movimentos pelos direitos civis, iniciados nos anos 60, composto por minorias com alguma característica orgânica, como obesidade, autismo etc. Os gordos querem confrontar essa ideia meio tirânica de que estariam necessariamente melhor se fossem magros.”
O gordo assumido Lucio Luiz afirma que é preciso até lembrar que o gordo vive os problemas e alegrias da vida como todo mundo. “O que que há demais nisso? Não sei, mas tem gente que se incomoda.”
Ele dá um exemplo: quando estreou o seriado “Mike & Molly” (Warner), comédia romântica sobre um casal que se conhece em uma reunião de comedores compulsivos, uma jornalista escreveu no site da revista “Marie Claire” americana que tinha nojo de ver dois gordos se beijando.
A revista e a jornalista tiveram que pedir desculpas pelo artigo. O seriado continua sendo um sucesso.

FOLHA.com
Veja a caminhada com comilança em São Paulo
folha.com.br/eq893923

Veja entrevista com o garoto que reagiu ao bullying
folha.com.br/eq893923

 

“Um sujeito gordo também pode fazer coisas extraordinárias”

RODOLFO LUCENA
EDITOR DE TEC

Ele é grande, pesado e não está nem aí para as supostas limitações dos gordos. Aliás, carrega com orgulho o apelido Fat Man, mais do que justo para quem tem uma cintura de 153 cm. Três vezes campeão norte-americano de sumô, o estatístico Kelly Gneiting deixa a arena onde enfrenta sujeitos tão grandões quanto ele e vai para o asfalto, para mostrar que gente gorda pode fazer qualquer coisa. Até correr uma maratona.
Ele acaba de completar uma em Los Angeles e aguarda que o “Livro dos Recordes” oficialize seu título de homem mais pesado do mundo a completar uma prova do gênero.
Na semana passada, três dias depois de suas quase dez horas de corrida, Gneiting concedeu entrevista à Folha, por e-mail. Leia a seguir os principais trechos.

Folha – Por que o senhor decidiu correr a maratona? Kelly Gneiting – Eu queria estabelecer um novo recorde mundial. Queria provar para mim e para os outros que um sujeito gordo também pode fazer coisas extraordinárias. [Meu exemplo] seria como uma injeção de penicilina para aqueles que são pesados, mas têm baixa autoestima ou deixam que seu peso se traduza em incapacidade de fazer qualquer coisa.

Foi uma espécie de declaração: gordos também podem estar em forma…
Sim, e também que gordos podem fazer qualquer coisa, que qualquer pessoa, mesmo com algum tipo de fraqueza, pode fazer qualquer coisa.

Como o senhor treinou para a maratona de Los Angeles?
Eu sou um sujeito muito ativo e não deixo que o meu peso me impeça de fazer nada. Estou sempre treinando para o sumô, mas, quando decidi fazer a maratona, passei a incluir treinos específicos na minha preparação desde cinco meses antes da prova. Treino seis vezes por semana: dois dias de preparação para o sumô, dois treinos em escadas e dois treinos de corrida; em geral, cada treino dura 45 minutos.

Como foi a prova?
Foi muito difícil, extremamente dura, desde o princípio. Meus pés começaram a doer pouco depois do segundo quilômetro; em geral, nos treinos, eles começam a doer só depois de uns dez quilômetros. Então, desde o começo fiquei muito preocupado, mas você acaba se acostumando com as dores. Cheguei a ter bolhas. Naquele domingo, Los Angeles teve uma chuva recorde, e a chuva e o vento transformaram a corrida num inferno. Eu trotei por cerca de 13 quilômetros, depois caminhei com rapidez e energia por mais uns seis quilômetros e, depois, fiz o que era possível para sobreviver, ficar de pé e chegar até o fim.

Depois de completar a maratona em 9h48min52, reduzindo em mais de duas horas o seu tempo anterior, o senhor teria dito que se considera um dos melhores atletas do mundo. É isso mesmo?
Eu espero que o fato de eu ter completado a maratona mostre quanto eu sou durão. As lutas de sumô duram seis segundos; as maratonas duram muito mais. Meu corpo é extremamente durável. Nunca tive um osso quebrado. Eu tenho tanta confiança nas minhas habilidades que, sim, acredito que sou um dos melhores do mundo.

FOLHA.com
Saiba mais sobre a história de Kelly Gneiting
maiscorrida.folha.com.br

 

Fonte: Folha de SP – Caderno “Equilíbrio” – publicada em 29/03/2011

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comentários
  1. Oi, amiga!! Achei a primeira reportagem tudo de bom. É tudo o que eu prego, porque eu acho que ficar neurótica para termos o peso ‘x’ que é compatível com a altura ‘x’ e blablabla é uma furada na vida da gente. Estou 10 quilos acima do que já consegui emagrecer, mas estou vivendo de forma mais tranquila. Tentando controlar a ingestão de porcarias sim, tentando frequentar a academia de 3 a 4 vezes na semana sim, tentando controlar meus sentimentos sim, tentando tudo o que vai me trazer SAÚDE e não corpo perfeito. A gente, em algum momento de todo o processo, acabamos nos perdendo no foco principal (saúde) e acabamos fazendo loucuras para atingir o dito ‘peso ideal’. Ficamos malucas para ver os números da balança abaixando e nos esquecemos de todo o resto: de ter bons hábitos, de providenciar massa magra (através da musculação), de comer alimentos saudáveis e de saber sentir os sentimentos, vivenciá-los de forma tranquila e saudável, ou seja, cuidando da nossa saúde mental também. Enfim, nos esquecemos que ter “qualidade de vida boa” é muito mais importante que simplesmente ter aquele peso x que pretendemos… Sou a favor sim da saúde e não do peso ideal. E, pra completar, só quem foi gordo na infância sabe o quanto é ruim ser chamada de baleia, de gorda, de não ser popular porque não tem o corpo bonito. Aliás, ser ridicularizada por ser estudiosa e educada. Esse é o país em que vivemos, de seres primitivos… E eu sei que tb sou bem primitiva, mas em outros aspectos. Ao menos sou educada e não jogo lixo na rua… Vixi, já comecei a misturar tudo aqui, rsrsrsrs. Papo pra outro comentário, outro post. Beijão flor!!!! Cris

  2. CORRIGINDO: “A gente, em algum momento de todo o processo, ACABA… ” Aff……

  3. Walquiria disse:

    Oi Patty, realmente é uma questão delicada, no meu caso específico eu estive dos dois lados, muito magra 49 kg e agora com 78 kg , tenho tido um efeito ruim, minha pressão fica alterada para cima, se emagreço em torno de 10 kg normaliza. O que procuro é não criar neuras com o peso, tenho que ser magra e etc…, acho que peso ideal é aquele de saúde e que te deixa em paz com você mesma. Beijos

  4. Gabi disse:

    Eu acabei de ler a Folha Equilibrio, que coincidência !!! rsrsrs
    Gostei da reportagem, e acho que tem muito preconceito sim ! Eu mesma sofria por preconceito da minha própria família, que são pessoas que gostam de mim mas que ficavam incomodados com a minha “feiura” por estar gorda. E isso pq eu sou uma pessoa que responde à altura, que xingo e brigo, fico imaginando pessoas mais tímidas ou menos confiantes como devem sofrer …
    Pessoas obesas podem sim ser saudáveis, antes de operar fiz um baita check-up e não tive alteração nenhuma, saúde 100%, apesar dos desconfortos que eu sentia devido ao sobrepeso.
    Não faço apologia à obesidade como vejo alguns fazendo por aí, dizendo que é bonito e blablabla até pq não acho, luto contra isso no meu próprio corpo, mas acho que ninguém deve se meter e julgar, cada um sabe de si e pode viver como lhe convém.
    Sobre a Renata Poskus Vaz do blog Mulherão, acho uma fooofa, gracinha de menina, mas ela quer passar um otimismo tão grande em relação à moda de gordinhas … A moda de gordinhas é horrível, os tecidos são mais baratos, o caimento é precário, os estilistas nem devem ser estilistas de verdade, os modelos estão fora das tendências internacionais, isso é fato. E ela posta como se as peças são bonitas … Hoje mesmo vi um post no blog sobre roupas de festas … De 8 vestidos que provaram apenas 1 era passável … Dureeeza !

    Bjs Patyyyyyyyyyyyyyyy, quero te ver dia 16 !

  5. Priscila disse:

    É triste uma jornalista escrever que tem nojo de ver dois gordos se beijando. Provavelmente, se mãe, ela criará uma criança que cometerá bullying contra colegas de escola pelo simples fato de estarem acima do peso… Eu fico abismada com esse tipo de situação!!!

    Beijos Paty, fica com Deus!!!

  6. Ana disse:

    nossa eh complicado… no meu caso, a obesidade esta me trazendo graves problemas de saúde 😦

  7. Micha disse:

    eu acho q todos tem q ser respeitados, gordos ou não….e q se a pessoa se sente bem gorda, ´ta ótimo…eu sou gorda e sou feliz, mas não estou satisfeita com meu peso e quero emagrecer…mas não sou infeliz…é uma coisas difícil de explicar.

    /(,”)\\
    ./_\\. Beijossssssssss
    _| |_…………….

  8. ♥ Cris disse:

    Oi querida, eu tô tão de saco cheio de preconceito, nojo eu tenho de gente que dita regras, que se acha dona da razão, que julga pela aparencia, que condena, maltrata, descarta, bando de hipocrita que sempre arruma um jeito de justificar o preconceito…tem mais, tá cheio de gente magra e infeliz por ai, vai dizer que uma pessoa que assume sentir nojo das outras é feliz?

    Beijoca

  9. yasminkahn disse:

    Eu não vejo com bons olhos esses movimentos “fat pride” pois não adianta, estar acima do peso faz mal a saúde mesmo .
    Depois de perder 10 Kg, além de me sentir psicologicamente e fisicamente melhor, meus exames (taxa de açúcar , colesterol ,etc) tb melhoraram.

  10. Lilith disse:

    oi amiga
    eu acho super legal estes movimentos e orgulhos de gordo, chega de preconceitos. A balança não mede a capacidade mental ou física de uma pessoa, abaixo o preconceito amiga!!!

  11. Quel disse:

    Oi querida! ahhhh que legal as materias! quanto a primeira achei bem legal, neura pra que? só para nós mesmo! mas ao mesmo tempo acho um incentivo para pessoas se largarem mais e mais…. sei la eu ainda prefiro emagrecer! Um beijão!

  12. Flá disse:

    Muito legal a matéria. Primeiro que preconceito não dá… como em tudo na vida. Acho que a obesidade é doença e deveria ser tratado como tal.
    Enfim, eu já passei pela fase de tentar me assumir gordinha, de ser feliz assim. Mas estava bem menor e como quem tem problema de obesidade, não consegui me manter fofinha e sim fui ficando cada vez maior. Do jeito que está, impossível viver como uma pessoa normal, não dá!
    Então agora quem tá falando é a saúde… sei lá… se não fosse a cirurgia, que seria?
    Não, não consigo conviver com a gordura e sim, acho super legal quem se assume, se gosta, estando saúdavel e bem consigo.

    Cada um sabe a dor e a alegria de ser o que é!

    Vai lá ver meus doces novos… rsssssss
    Bjão

  13. Beth disse:

    O preconceito é algo totalmente ‘nada a ver’. Eu tive 140kg, recebi olhares cruéis sim, percebi mil vezes alguém na rua cutucando outra pessoa para me olhar como se eu fosse um ET recém despejado de Marte, mas de forma geral sempre vivi normalmente, dentro do possível. Nunca deixei de ir à praia, namorar, passear, dançar, nada. E nunca deixei de conseguir um bom emprego, compatível com minha capacitação e currículo, por estar obesa. Já muito, muito gorda mesmo, eu fui admitida em vários lugares, sem problemas. Num deles, ingressei com quase 140kg. Mas sempre ouço/leio em algum lugar sobre alguém que passou por isso. O meu filho está bem, bem, bem acima do peso e se coloca facimente, também. Isso não pode ser motivo para alguém se acomodar, deixar as coisas como estão, porque a obesidade é problema para a saúde, não há dúvidas de que a vida prática fica bem melhorada também, não há dúvida. Mas a gente tem que fazer isso por querer, por se conscientizar e não porque alguém vai falar, porque alguém vai criticar, porque pode ser alvo de discriminação…
    Sabe, amiguinha, eu dei uma boa engordada. Nâo estou gostando NADA do meu visual, do que deixei acontecer. Sabe como vou lidar com isso? Primeiro, estou admitindo que falhei. E agora, vou agir. Por mim. Por que eu mereço. Beijos amoreco, força na peruca.

  14. Milena disse:

    Devemos sim sermos respeitados e ponto. Esse negócio de orgulho gordo e blablabla não está com nada. Os pais deveriam ensinar os filhos a respeitar o outro e ponto. Não precisa abaixo-assinado pra isso, precisamos de pais que saibam educar os futuros adultos.

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